riomar melo prosa e verso
O tempo não pára no porto,não apita na curva,não espera ninguém.
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SANTIAGO BAITA CHÃO


Te apeia no mais, patrício,
Vens ouvir o meu cantar!
Se quiseres, podes ficar
Assim como eu fiquei,
Pois se um dia aqui cheguei
Vindo de outra querência
Sorvi goles de existência
E aqui raízes plantei.


Chega, descansa o pingo estradeiro.
Se vens cansado da viagem,
Largue aqui tua bagagem
Plante aqui tua semente.
Verás passado e presente
Que o futuro emoldura
A força, raça e bravura
E os ideais de uma gente.

Bebas um pouco da água
Que o Aureliano bebeu,
Te sentirás como eu
Um santiaguense adotivo.
Então verás o motivo
Que canto com alegria,
Em vir morar certo dia
Neste torrão tão altivo.

Este chão hospitaleiro
De gente sincera e guapa.
Raiz da cepa farrapa
Que se fundou na história,
Cada luta uma vitória
Seguindo teus ideais
Santiago dos ancestrais
Que não me sai da memória.

Santiago da Vila Itú
Onde passei minha infância,
Hoje a saudade é distância
Dos meus tempos de guri.
Onde bem cedo aprendi
Esta xucra devoção,
E o respeito à tradição
Que nunca mais esqueci.



Por isso vejas,patrício,
Os campos,matas,coxilhas.
Vejas estas maravilhas
Que canto com emoção.
Venhas,fiques outro irmão,
Venhas raízes plantar.
Depois tu irás cantar
SANTIAGO, BAITA CHÃO!..


Imagem do Google
Albeni Carmo de Oliveira
Enviado por RIOMAR MELO em 03/09/2018
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