riomar melo prosa e verso
O tempo não pára no porto,não apita na curva,não espera ninguém.
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Trova no Céu



O Rio Grande está de luto
o verso, a trova e a rima
e quem,um programa anima,
fala com dificuldade
já sentindo uma saudade
do nosso Gildo querido
que por Deus foi recebido
nos pagos da eternidade.

O céu é que está em festa
com cantoria e rodeio
com pingo mascando o freio
e cordeona resmungando
um palco grande esperando
quem todo mundo respeita
o velho Gildo de Freitas
que já entra improvisando.

Parece que vejo os anjos
vibrando a cada verso
vejo o Patrão do universo
enfezado com os anjinhos
eles todos sentadinhos
tu cantando mais ainda
aquela milonga linda
História dos passarinhos.

O Mi Maior de Gavetão
não vai faltar lá em cima
e aquela chuva de rimas
saudando Nosso Senhor
os anjos jogando flor
toda platéia vibrando
e o verso sai corcoveando
da goela do trovador.

Eu só achei muito cedo
daqui a tua partida
que essa platéia querida
o Rio Grande nativista
o mundo regionalista
já estão sentindo muito
queriam estar sempre juntos
desse grande repentista.

Mas por certo que São Pedro
tava mal de trovador
ou então Nosso Senhor
ordenou ao capataz
vai lá na terra e me traz
mais um taura pra trovar
e nos leva sem pensar
na falta que o Gildo faz.

Se tu já tens o Tereco,
o velho Inácio Cardoso,
velho porém, talentoso
tens até Garoto de Ouro
é por isso meu estouro
vens aqui teu lado ajeitas,
nos leva Gildo de Freitas
o nosso maior tesouro.

A platéia brasileira.
a gauchada, especialmente,
sem teu verso no repente
até não sei se suporta
é um elo que se corta
pelo destino perverso
e a fábrica do verso
fecha pra sempre sua porta.






 
Derly Silva
Enviado por RIOMAR MELO em 12/09/2018
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